vendo, sem espaço, a figura dela.
E vendo-a sempre de maneiras
diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a
recordação do que ela é quando
me fala,
E em cada pensamento ela varia
de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de
sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo
dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção
animada.
Quando desejo encontra-lá
Quase que prefiro não a
encontrar,
Para não ter que a deixar
depois.
Não sei bem o que quero, nem
quero saber o que quero.
Quero só pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a
ela, senão pensar.

