Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar
mais depressa.
E ver menos, e ao mesmo tempo
gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma
coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não
sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou
forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o
que é feito do que sinto na
ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que
me abandona.
Todo a realidade olha para mim
como um girassol com a cara dela
no meio.


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