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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

você e eu.

Passei toda a noite, sem dormir ,
vendo, sem espaço, a figura dela.
E vendo-a sempre de maneiras
diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a
recordação do que ela é quando
me fala,
E em cada pensamento ela varia
de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de
sentir só de pensar nela.

Não sei bem o que quero, mesmo
dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção
animada.

Quando desejo encontra-lá
Quase que prefiro não a
encontrar,
Para não ter que a deixar
depois.

Não sei bem o que quero, nem
quero saber o que quero.
Quero só pensar nela.

Não peço nada a ninguém, nem a
ela, senão pensar.

O amor é uma companhia

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar
mais depressa.
E ver menos, e ao mesmo tempo
gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma
coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não
sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou
forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o
que é feito do que sinto na
ausência dela.

Todo eu sou qualquer força que
me abandona.
Todo a realidade olha para mim
como um girassol com a cara dela
no meio.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Hoje de Manhã saí muito cedo

Hoje de Manhã saí muito cedo
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia que caminho tomar
Mas o Vento soprava forte,
Varria para um lado,
E segui o caminho para onde
O vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre

Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

É talvez o último dia da minha vida

É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.